Áreas de intervenção

1.    Advocacia em igualdade de género a partir do papel e responsabilidade do homem.


Nesta a aréa de actuação a Rede HOPEM desenvolve as seguintes acções:
(i)    Dinamizar acções e actividades de advocacia pública sobre o papel do homem na transformação das relações desiguais de  género;
(ii)    Desenvolver e publicitar estudos sobre a visão e papel do homem na transformação de estereótipos negativos do patriarcado e que contribuem para a igualdade de género;
(iii)    Promover e participar de debates públicos, radiofónicos e televisivos expondo e defendendo pontos de vista sobre comportamento masculino alternativo para transformar as relações de género iníquas e os estereótipos que descriminam a mulher;
(iv)    Criar uma publicaçào periódica articulando o pensamento masculino moderno e disseminar essa informação junto de escolas, centros de formação, instituições públicas e organizações da sociedade civil engajadas na luta pela igualdade de género.

2.  Combate à violência baseada no género

Na aréa do combate à violência do género destacamos as seguintes acções 

(i)    Contribuir no combate à violência do Género, através do envolvimento masculino activo, protagonizando acções positivas que despertem atenção na comunidade;
(ii)    Incrementar a participação e visibilidade do homem nos programas e actividades sociais e comunitárias voltadas a condenar publicamente a violência de género;
(iii)    Organizar sessões, debates, formações e acções públicas para desafiar e desmistificar os valores e comportamentos de homens que comprometem a sua saúde e segurança, bem como a de seus parceiros e filhos, por actos violentos e de manifestação de supremacia masculina, ou movidos pelo consumo de álcool;
(iv)    Conduzir sessões educacionais sobre o envolvimento masculino positivo em face dos múltiplos problemas sociais (violência doméstica, HIV e SIDA, alcoolismo) e para a sua redução, nas empresas, fábricas, cadeias, nas organizações baseadas na fé, nos clubes e na comunidade (associações juvenis) e;
(v)    Criar uma comissão de pais, bem como de jovens sensíveis a estas matérias e capacitá-los para um activismo progressista na esfera pública.

3.    Saúde Sexual Reprodutiva e HIV e SIDA

No que tange a saúde sexual e reprodutiva desenvolvemos as seguintes acções:

(i)    Conceber e promover acções de consciencialização das comunidades, com forte impacto no ego das pessoas (incluindo a projecção de imagens de choque) sobre os efeitos negativos da violência contra as mulheres (consequência na sua saúde, na sua vida famíliar e na vida de seus dependentes);
(ii)    Documentar e visualizar mudanças positivas, através da participação activa do homem nos programas de combate à violência sexual, e apresentar testemunhos vivos e modelares sobre essa transformação;
(iii)    Mobilizar e encorajar os homens a assumirem responsabilidades pelos seus comportamentos sexuais e reprodutivos, bem como a assumirem os seus papéis ao nível familiar e social;
(iv)    Desenvolver sessões para grupos de homens que ofereçam oportunidade e argumentos técnicos e cientificamente sustentados sobre o questionamento das motivações que levam ao uso da violência e coerção por parte dos homens nas relações sexuais associadas às normas de género e comportamento de risco e;
(v)    Promover acções de sensibilização comunitária para que um número crescente de homens procure participar em assuntos de HIV (aconselhamento e testagem voluntária, tratamento anti-retroviral ou prevenção de transmissão da mãe para o filho) e sejam activistas de prevenção e mitigação dos seus impactos.

4.    Desenvolvimento institucional da Rede e de seus membros

Quanto ao desenvolvimento institucional da Rede e de seus membros temos as seguintes acções:

(i)    Criar condições para o desenvolvimento de competências da Rede e das Organizações Membros para o tratamento de matérias definidas pelo Plano Estratégico da HOPEM, com destreza, convicção e sustentabilidade e sustentação metodológica;
(ii)    Introduzir a filosofia de defesa dos direitos humanos nas Organizações Membros da Rede, como matéria transversal na transformação das relações de género uníquas;
(iii)    Promover seminários e treinos sobre o envolvimento masculino para influenciar na transformação social;
(iv)    Consolidar a presença da Rede em outros locais do país através da expansão das metodologias de sua actuação e empoderamento das Organizações Membros.

 

 

Intervention areas


1.    Advocacy for gender equality through men’s role and responsibility


In this area the Men for Change Network -HOPEM has the following actions:
(i)    Carry out actions and activities of public advocacy about men’s role in transforming unequally gender relations;
(ii)    Develop and publish researches about men’s role in transforming negative patriarchal stereotypes and their contribution for gender inequality;
(iii)    Promote and participate in public debates on radio and television exposing and supporting points of view regarding an alternative male’s behaviour, in order to transform the unfair gender relation and stereotypes that discriminate women;
(iv)    Create a periodical publication articulating the male modern thinking and spread it into schools, formation centres, public institutions and civil society organizations engaged in the gender equality.


2.    Gender Based Violence (GBV)

In the area of fighting against Gender based violence we highlight the following actions:

(i)    Contribute in fight against Gender based violence, through active men engagement, by  playing lead role in positive actions that arouse community attention;
(ii)    Increment participation and men visibility in social programs and activities aimed to publicly condemn gender based violence;
(iii)    Organize sessions, debates, trainings and public actions to challenge and demystify the men values and behaviour that jeopardise their health and security, as well as their women partners and children, promoted by male violent acts and supremacy display, or through alcohol consumption;
(iv)    Carry out with educational session about positive male engagement in multiple social problems (domestic violence, HIV-SIDA, alcoholism) and for its decrease in enterprises, factories, prisons, in organizations based on faith, in clubs and community (juvenile associations) and;
(v)    Create fathers’ commissions, as well as commission of young men interested in these issues and provide them with training for a progressive activism in public sphere.

3.    Sexual reproductive  health and HIV-AIDS

In this area of Sexual reproductive health and HIV-AIDS we develop the following actions:

(i)    Conceive and promote actions of communities sensitization, with strong impact on people’s ego (including the projection of shock images) about the negative effects of violence against women (consequences on her health, on her dependents and on her families);

(ii)    Document and visualize positive changes, through active men participation on programs against sexual violence, and present live witnesses and examples  of that change;

(iii)    Mobilize and encourage men to assume responsibility for their sexual and reproductive behaviour, as well as their family roles at social level;

(iv)    Develop sessions for groups of men which offer opportunity and technical and scientific sustainable arguments that question the motivations that take men to use violence and coercion in sexual relations associated to gender norms and risk behaviour and;

(v)    Promote actions of community sensitization in order to a growing number of men seek to participate in issues of HIV (advising and voluntary test, anti-retroviral treatment or prevention of vertical transmission of HIV-AIDS) and be activists at the prevention and mitigation of its impact.

4.    Institutional development of the Network and its members


In this area of Institutional development we have the following aspects:

(i)    Create conditions to develop the competences of the Network and of among the Organizations Members in order to deal with issues defined by HOPEM Strategic Plan, with conviction, sustainability and methodological sustenance;
(ii)    Introduce on the Network Members Organizations a philosophy of human rights protection, as a transversal issues on transforming the unfair gender relation;
(iii)    Promote seminaries and training about male engagement and male ability to influence social transformation and;
(iv)    Consolidate the presence of Network in other places in the country through spread of methodologies and empowerment of Organizations Members.